sexta-feira, 27 de abril de 2012 1 comentários

É isso.


Eu sei que você que lê sabe bem da falta que alguém faz ou pode fazer. Sinto-me tão sortuda em poder experimentar o amor, dos mais sublimes e sinceros. Nós nos apegamos, acostumamos, entendemos, adaptamos. E a presença em si já é tão significativa.
Podemos passar o dia todo sem trocar uma palavra, mas sabemos que se uma palavra vier à mente, alguém estará ali pra ouvir, rir e ESTAR ALI! Somos meio que mal acostumados. Mas é assim que é. Só de saber que alguém não poderá estar ali, já dá saudade.
Mas glórias sejam dadas porque sempre há aquela infalível conexão. E a cada reencontro contamos sobre todos os momentos absurdamente surreais ou aqueles absurdamente previsíveis, mas que surpreendem por terem acontecido exatamente da forma que se pensava.
E contamos sobre os trejeitos alheio, as pessoas insanas e todas as coisas inusitadas que pudemos presenciar. Porque é de costume comentar sobre isso. E voltamos tão afoitos com o filme que acabou de se passar enquanto estávamos fora que precisamos compartilhar e produzir nossos curtas-metragens.
É isso. E basta.


domingo, 26 de fevereiro de 2012 0 comentários

Reflexos


Eu ando na rua, todo fim de tarde, como se não tivesse pressa. Pedalo devagar para desfrutar de todo o caminho que eu riscar. Deparo-me com meus reflexos nas esquinas. Essas pessoas estão preocupadas demais com o futuro, com as incertezas e as pressões dos seus reflexos que também aparecem em todas as esquinas. Elas vivem com medo, de tudo.
Que tolice dessas pessoas rascunharem o futuro. E rascunhar mais umas outras vezes até que ele chegue pra que elas rascunhem o futuro do futuro.
Que bobagem se preocupar nessa dimensão com as dúvidas. Não é mesmo inútil ter determinadas certezas?
As pressões dos outros são sempre inevitáveis porque até esperar que alguém não faça algo já é ESPERAR algo! Imagine então lutar contra o que os outros esperam de você? Eu sei, é difícil. Mas, acredite, a maior pressão é a dos seus reflexos, aqueles das esquinas. Você mesmo(a).
E a insegurança, na verdade, sabe que a crença a destrói e corrompe todos os planos. Mas ela faz questão que você não lembre disso.
Quer saber? Que tolice de vocês que andam, nessas esquinas, preocupados com essas suas vidas não vividas. Que tolice minha.

Então enquanto a loucura finge que isso tudo é normal, eu finjo ter paciência.
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Los Pangas - Expectativa para 2012


sábado, 25 de fevereiro de 2012 0 comentários

Los Pangas - Homenagem a Steve Jobs


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012 1 comentários

Oba, mudança!



"Oba, mudança!" - já diz a minha mãe quando vê caminhões cheio de móveis e lembranças.
Aos de primeira viagem, bem-vindos. Aos de casa, bem-vindos novamente.
Então... essa é a nova casa. Reforma de dentro para fora é mesmo um pouco demorada. Espero que todos se sintam a vontade para ler, descansar, desabafar, pensar enquanto olha a geladeira e andar pela casa.
Vou só dizer rápido quais são as novidades do blog, caso vocês queiram se sentir ainda mais em casa: No menu INÍCIO, vocês vão pra página que apresentará alguns destaques e as últimas nove confidências publicadas. No (es)PIA, há alguns links que redirecionam para blogs que eu leio e gosto. Em LIVROS, (apenas por curiosidade) tem os nomes dos livros que eu li e dos que estou lendo. Em breve haverá uma novidade nessa aba (que agora já não é tão nova assim). E por fim, em CONTATO há um espaço para que vocês possam confidenciar alguma coisa comigo, caso queiram. (então lerei e responderei)
Outra parte nova do blog é esse espaço aqui do lado direito que tem os textos mais lidos. Caso interesse: leiam, opinem, confidenciem!
E pra terminar, farei um post com alguma novidade nas datas em que os números do dia e do mês forem iguais. Novidades pessoais, no blog, sobre qualquer coisa.
É isso! Falem o que acharam. Até!
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012 0 comentários

Aquele sorriso




Por algum motivo genético ou das circunstâncias, ou até mesmo das influências imperceptíveis e aparentemente insignificantes da vida caótica, eu gosto de comédia. Na verdade, isso, dito desse jeito e ainda mais escrito, soa meio que ridículo ou bobo. Eu gosto de humor, da comicidade. Isso, sim, soa bem mais eloqüente.
Não importa como me entendam. O ponto é que eu estava pronta para dormir quando minha mente não quis seguir a habitual retrospectiva do dia. Hoje ela decidiu me lembrar aquele sorriso. Aquele de Chaplin nos seus momentos mais adoráveis.
Talvez aqueles que pouco o conhecem, não conheçam tão bem esse sorriso. E nem os que o conhecem bem sabem do que estou falando. Porque, amigo, não era exatamente o de Chaplin. Era o do garoto que brincava na rua todo fim de tarde.
A cabeça virada um pouco pro lado, meio abaixada, os pés propositalmente meio tronchos, as mãos pra trás (uma segurando na outra, com os braços esticados), um olhar cativante que sempre se encolhia diante de uma sincronia perfeita e harmoniosa do sorriso (como se estivesse sem graça) com uma viradinha da parte de trás de um dos pés, mantendo a parte da frente no chão e levantando os ombros.
Meus olhos sempre estavam fixados nos dele enquanto ele vinha falar comigo, o sorriso me desconcentrava, e todo o resto das expressões eram captadas de uma forma que agora não sei como explicar. Talvez fosse pelas tantas tardes, pelas tantas conversas e pelos tantos sorrisos e olhares.
Ele era adorável, meio desajeitado. Sinto saudades. Quanta simplicidade. Sempre dividíamos a coxinha e o refrigerante que vendiam na esquina. Era bem mais gostoso. Lanchar sozinho é desolador. Sempre dividíamos os sorrisos também, as piadas, os fins de tarde... Ah, que saudade...
Até agora não sei se gosto de comédia por causa de Chaplin, se eu simplesmente gosto de comédia, se eu gosto de sorriso e olhares por causa do garoto, se eu gosto do garoto por causa de Chaplin, se eu gosto de Chaplin por causa do garoto... Será por ele que humor e simplicidade me atraem ou será pela simplicidade e pelo humor que ele me atrai?
De tudo isso, agora, só se sabe que minha mente me trai.


domingo, 15 de janeiro de 2012 1 comentários

Garrafinha de morango


Você acorda tentando lembrar-se de como a vida está, e fica pelo menos um minuto olhando o teto branco do quarto tentando desenhar... Recriar as últimas memórias na mente e saber como você está... Senta-se no colchão e tenta lembrar que dia foi ontem, se são duas da manhã ou duas da tarde.
Então você olha o espaço e procura o vestígio do dia anterior. A roupa no corpo que você não trocou... Os sapatos no canto da cama.
E então, como você está?!
Você vai à cozinha, se olha no reflexo da bandeja. Abre a geladeira pra pensar. Fica se refrescando e vê aquele picolé de morango na garrafinha. Como foi parar ali? Sinceramente, enquanto você organiza a ordem dos acontecimentos, não há mal algum em chupar um pouco daquele picolé.
E então você se senta com aquilo ROSA na mão. Começa a lembra no caminho pro sofá de como você está, do motivo da sua dor de cabeça, do motivo das olheiras, do motivo da cara fechada. A vida não está nenhum mar de rosas por aí. Mas depois da primeira gota de corante rosa na boca, quem dirá que não está?!
Aquele picolé na garrafinha, e em especial o de morango, é a felicidade empacotada e congelada. Mas vejam que astúcia do ser humano: congelar a felicidade pra que dure o quanto for preciso.
A esse trechinho e à garrafinha de morango que me fez feliz.
 
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