Eu sei que você que lê sabe bem
da falta que alguém faz ou pode fazer. Sinto-me tão sortuda em poder
experimentar o amor, dos mais sublimes e sinceros. Nós nos apegamos,
acostumamos, entendemos, adaptamos. E a presença em si já é tão significativa.
Podemos passar o dia todo sem
trocar uma palavra, mas sabemos que se uma palavra vier à mente, alguém estará
ali pra ouvir, rir e ESTAR ALI! Somos meio que mal acostumados. Mas é assim que
é. Só de saber que alguém não poderá estar ali, já dá saudade.
Mas glórias sejam dadas porque
sempre há aquela infalível conexão. E a cada reencontro contamos sobre todos os
momentos absurdamente surreais ou aqueles absurdamente previsíveis, mas que
surpreendem por terem acontecido exatamente da forma que se pensava.
E contamos sobre os trejeitos
alheio, as pessoas insanas e todas as coisas inusitadas que pudemos presenciar.
Porque é de costume comentar sobre isso. E voltamos tão afoitos com o filme que
acabou de se passar enquanto estávamos fora que precisamos compartilhar e
produzir nossos curtas-metragens.
É isso. E basta.






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