Você acorda tentando lembrar-se
de como a vida está, e fica pelo menos um minuto olhando o teto branco do
quarto tentando desenhar... Recriar as últimas memórias na mente e saber como
você está... Senta-se no colchão e tenta lembrar que dia foi ontem, se são duas
da manhã ou duas da tarde.
Então você olha o espaço e
procura o vestígio do dia anterior. A roupa no corpo que você não trocou... Os
sapatos no canto da cama.
E então, como você está?!
Você vai à cozinha, se olha no
reflexo da bandeja. Abre a geladeira pra pensar. Fica se refrescando e vê
aquele picolé de morango na garrafinha. Como foi parar ali? Sinceramente,
enquanto você organiza a ordem dos acontecimentos, não há mal algum em chupar
um pouco daquele picolé.
E então você se senta com aquilo
ROSA na mão. Começa a lembra no caminho pro sofá de como você está, do motivo
da sua dor de cabeça, do motivo das olheiras, do motivo da cara fechada. A vida
não está nenhum mar de rosas por aí. Mas depois da primeira gota de corante
rosa na boca, quem dirá que não está?!
Aquele picolé na garrafinha, e em
especial o de morango, é a felicidade empacotada e congelada. Mas vejam que astúcia
do ser humano: congelar a felicidade pra que dure o quanto for preciso.
A esse trechinho e à garrafinha
de morango que me fez feliz.


1 comentários:
Então é simples, se essa garrafinha de morango te faz feliz... Vamos abastecer a geladeira com garrafinha de morango!!! kkkkk .... Te amo filha amada!
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